O marxismo cultural no Brasil: origens e desdobramentos de uma teoria conservadora.

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Resumen

O presente artigo discute a narrativa sobre o suposto “marxismo cultural” e suas implicações no cenário brasileiro. Por meio da exposição das origens do termo no ambiente intelectual do neoconservadorismo estadunidense, o texto traz à baila as críticas teóricas feitas ao “marxismo cultural”. Valendo-se de autores de diversas ramificações intelectuais, o artigo elucida os pontos de contato entre o neoconservadorismo estadunidense e sua vertente brasileira. Expõe, ainda, o trabalho jornalístico e propagandístico dos ideólogos da teoria no Brasil, com destaque para o meio católico, e suas ligações com figuras centrais da administração nacional, bem como a influência da teoria na formulação de políticas públicas. O artigo se encerra com o entendimento de que embora a teoria do “marxismo cultural” seja epistemologicamente confusa, ela possui densidade semântica na medida em que impulsiona determinados projetos de poder.


Detalles del artículo




Wellington Teodoro Da Silva
Alexandre Sugamosto
Uriel Irigaray Araujo
Biografía del autor/a

Wellington Teodoro Da Silva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Alexandre Sugamosto, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Uriel Irigaray Araujo, Universidade de Brasília - INCT/INEAC

Da Silva, W. T., Sugamosto, A., & Irigaray Araujo, U. (2021). O marxismo cultural no Brasil: origens e desdobramentos de uma teoria conservadora. Revista Cultura & Religión, 15(1), 180-222. Recuperado a partir de https://revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/911

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