Comunicação e cultura nas comunidades eclesiais de base (CEBS): um estudo de caso no centro-oeste do Brasil UM ESTUDO DE CASO NO CENTRO-OESTE DO BRASIL

Contenido principal del artículo

Resumen

No modelo de estudos da comunicação como cultura, este artigo pontua as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), vinculadas à Igreja Católica, em algumas ações que as constituem historicamente: articulação social, circulação de temas de interesse e desenvolvimento de práticas culturais. As CEBs, surgidas no contexto de luta contra a ditadura no Brasil dos anos 1960, caracterizam-se nos dias de hoje pela realização de práticas culturais como produtoras de sentido e de valor simbólico. O recorte de pesquisa pontua práticas culturais observadas durante um encontro sobre “Juventude e Bem Viver”, em Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, região Centro-Oeste do Brasil. Em abordagem qualitativa, os marcos teóricos do artigo agregam as seguintes concepções: “cultura como ciência interpretativa”, “ciência do comum”, “comunicação como diálogo” e “Bem Viver” (atualização do “Reino de Deus na Terra”). Trata-se de um estudo de caso, viabilizado por pesquisa bibliográfica e observação participante.

Detalles del artículo




Gibran Luis Lachowski
Yuji Gushiken
Biografía del autor/a

Gibran Luis Lachowski, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Yuji Gushiken, UFMT - ECCO

Lachowski, G. L., & Yuji Gushiken. (2021). Comunicação e cultura nas comunidades eclesiais de base (CEBS): um estudo de caso no centro-oeste do Brasil: UM ESTUDO DE CASO NO CENTRO-OESTE DO BRASIL. Revista Cultura & Religión, 15(1), 225-260. Recuperado a partir de https://revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/992

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

Acosta, A. (2016). O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Autonomia Literária/Elefante.

Alcântara, L. S. & Sampaio, C. A. C. (2017). Bem Viver como paradigma de desenvolvimento: utopia ou alternativa possível? Desenvolvimento e Meio Ambiente,
Curitiba, 40(1). 231-251. Visitado em 13 de abril de 2020. Recuperado a partir de: .

Alves, L. M. A. (2008). Movimentos sociais em Mato Grosso: Desafios e conquistas (1974-1989). Cuiabá: EdUFMT.

Atos dos Apóstolos. (1992). In A Bíblia. São Paulo: Ave Maria.

Barbosa, J. D. de A. (2008). As Comunidades Eclesiais de Base – CEBs: nas décadas de oitenta e noventa em Cuiabá – Mato Grosso. Espaço popular de construção de cidadania? (Dissertação de mestrado em Educação). Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Federal de Mato Grosso, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

Beozzo, José Oscar. (2012). “As CEBs e seus desafios hoje: um olhar sobre a conjuntura e a história”. In CEBs e os desafios do mundo contemporâneo (pp. 11-30). São Paulo: Paulus.

Betto, F. (1985). O que é Comunidade Eclesial de Base. São Paulo: Brasiliense.

Boff, C. (1984). Teologia Pé-no-chão. Petrópolis: Vozes.

Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM). (1968). Conclusões da Conferência de Medellín/1968. Texto oficial. São Paulo: Paulinas.

Delgado Molina, C. A. (2018). Modelos culturales de mujeres católicas de los activismos conservadores en Argentina. Revista Cultura & Religión, 12(2), 43-65. Visitado em 05 de abril de 2021. Recuperado a partir de https://www.revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/830

Diez, Mercedes de Budallés. (2012). “Um testemunho sobre a vida das CEBs no Centro-Oeste”. In CEBs e os desafios do mundo contemporâneo (pp. 119-134). São Paulo: Paulus.

Fonseca, J. (2002). Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC.

Garcés Marrero, R. (2019). La Santa Muerte en la Ciudad de México: devoción, vida cotidiana y espacio público. Revista Cultura & Religión, 13(2), 103-121. Visitado em 05 de abril de 2021. Recuperado a partir de https://www.revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/848

Geertz, C. (2017). A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC.

Gerhardt, T. & Silveira, D. (2009). Métodos de pesquisa. Porto Alegre: UFRGS.

Gohn, M. da G. (1995). Movimentos e lutas sociais na história do Brasil. São Paulo: Loyola.

Granados Valdéz, J. (2020). Estética de la alegría del sacrificio. Anacronismo de la modernidad. Revista Cultura & Religión, 14(1), 13-25. Visitado em 04 de abril de 2021. Recuperado a partir de https://www.revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/839

Gushiken, Y. (2006). “Dialogismo: Emergência do pensamento latino-americano em comunicação”. Comunicação, Mídia e Consumo, 3(8), 70-91. Visitado em 20 de setembro de 2020. Recuperado a partir de: .

Kornis, M. & Montalvão, S. (2009). Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). In Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro pós-1930. (Verbete). Rio de Janeiro: CPDOC/FGV. Visitado em 15 de julho de 2020. Recuperado de: .

Leonardi, Y. A. (2020). La propuesta cultural de los Círculos Católicos de Obreros en la Argentina durante las primeras décadas del siglo XX. Revista Cultura & Religión, 14(2), 1-16. Visitado em 03 de abril de 2021. Recuperado a partir de https://www.revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/820

Lima, V. A. (1981). Comunicação e cultura: as ideias de Paulo Freire. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Lima, V. A. (2001). Mídia: teoria e política. São Paulo: Perseu Abramo.

Marins, J. (2015). Fomos a um Concílio: a surpresa do Vaticano II. São Paulo: Paulus.

Menezes, D. H. L. (2010). CEBs e Redes de Comunidades: Abordagem teológico-pastoral a partir de Faustino Teixeira e do material dos Encontros Intereclesiais das CEBs. (Dissertação de mestrado em Teologia Sistemática). Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Minayo, Maria Cecília de Souza. (2002). “Ciência, técnica e arte: o desafio da pesquisa social”. In Pesquisa social: teoria, método e criatividade (pp. 9-29). Petrópolis: Vozes.

Orofino, F., Coutinho, S. & Rodrigues, S. (orgs. 2012). CEBs e os desafios do mundo contemporâneo. São Paulo: Paulus.

Queiroz, M. I. (1968). Sociologia – O Catolicismo Rústico no Brasil. Revista Do Instituto De Estudos Brasileiros, (5), pp. 104-123. Visitado em 20 de junho de 2020. Recuperado de: http://www.revistas.usp.br/rieb/article/view/45715/49311.

Ros Codoñer, J. (2018). Claves para una Sociología de la Experiencia Religiosa en el ámbito católico. Revista Cultura & Religión, 12(1), 54-74. Visitado em 03 de abril de 2021. Recuperado a partir de https://www.revistaculturayreligion.cl/index.php/revistaculturayreligion/article/view/805

Santos, I. M. F. (2006). Luta e perspectivas da Teologia da Libertação: o caso da Comunidade São João Batista, Vila Rica, São Paulo: 1980-2000. (Dissertação de mestrado em História), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Scherer-Warren, I. (2005). Redes de movimentos sociais. São Paulo: Loyola.

Sodré, M. (2014). A ciência do comum: Notas para o método comunicacional. Rio de Janeiro: Vozes.